A Armadilha do Marido
A Armadilha do Marido
Por: Sonia
Capítulo 1
Sou Giselle, uma dona de casa de trinta anos. Meu casamento com Samuel parecia estável aos olhos de todos, mas nos últimos meses ele se tornou distante, frio e sempre ocupado.

Quando um novo jardineiro chamado Marcelo apareceu em nossa casa, eu pensei que ele fosse apenas mais um funcionário contratado para cuidar do quintal. Porém, logo descobri que sua presença fazia parte de um plano cuidadosamente armado pelo meu próprio marido.

Samuel queria criar provas falsas contra mim para me obrigar a sair do casamento sem direito a nada. O que ele não esperava era que eu descobrisse a verdade antes que a armadilha se fechasse.

Capítulo 1

Meu nome é Giselle, tenho trinta anos e sou dona de casa em tempo integral.

Quando comecei a namorar Samuel, ele era atencioso, gentil e parecia disposto a construir uma vida comigo. Depois do casamento, durante muito tempo, ele continuou sendo um marido cuidadoso. Lembrava datas importantes, preparava pequenas surpresas e dizia que eu era a pessoa mais importante da vida dele.

Mas, cerca de seis meses atrás, tudo começou a mudar.

Samuel passou a trabalhar até tarde quase todos os dias. Quando chegava em casa, falava pouco, ficava no celular e dizia que estava cansado demais para qualquer conversa séria. Eu tentei entender, afinal trabalho pode ser pesado, mas não havia nenhuma mudança evidente na empresa que justificasse tanto afastamento.

No nosso aniversário de casamento, preparei um jantar simples e esperei por ele. Queria conversar, recuperar a proximidade que havíamos perdido e entender o que estava acontecendo entre nós.

Quando ele chegou, tentei abraçá-lo e disse: — Samuel, sinto falta de nós dois.

Ele se afastou com impaciência.

— Você fica em casa o dia inteiro. Não sabe o quanto meu trabalho é cansativo. Será que não pode ser mais compreensiva?

Fiquei parada, sem saber o que responder. Aquele tom não parecia o do homem com quem me casei. Não havia carinho, apenas irritação.

Na manhã seguinte, acordei com barulhos vindos do jardim. Samuel já havia saído cedo, como fazia quase todos os dias.

Olhei pela janela e vi o novo jardineiro, Marcelo, cuidando das árvores do quintal. Ele era educado, jovem e parecia conhecer bem o serviço. Conversava com outro funcionário enquanto separava ferramentas e avaliava os galhos que precisavam ser cortados.

Pouco depois, ele olhou para a janela e perguntou em voz alta:

— Senhora, poderia vir aqui um momento?

Vesti um casaco e desci até o jardim. Marcelo explicou que havia galhos altos demais para ele puxar e cortar sozinho com segurança. Pediu que eu apenas segurasse uma vara de apoio enquanto ele aparava a parte mais baixa.

Ajudei por alguns minutos, mas ao recuar acabei pisando em falso. Meu tornozelo virou, e senti uma dor aguda.

Marcelo largou a ferramenta imediatamente e me segurou antes que eu caísse.

— Senhora, a senhora torceu o pé? Melhor entrar e colocar gelo.

Ele me ajudou a chegar até a sala. Foi cuidadoso e manteve distância respeitosa, mas, mesmo assim, a situação me deixou constrangida. Eu era casada, estava sozinha em casa e um funcionário havia acabado de me ajudar a entrar.

Marcelo buscou gelo, colocou uma toalha ao redor e me orientou a manter o pé elevado.

Até ali, nada parecia errado. Ainda assim, alguma coisa em seu comportamento me incomodava. Ele fazia perguntas demais sobre meus horários, sobre quando Samuel voltava para casa e sobre quantas pessoas trabalhavam na casa.

Naquele momento, achei apenas que ele era curioso. Mais tarde eu entenderia que aquilo não era curiosidade. Era reconhecimento de terreno.
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