O 38º andar da Blackwell Industries raramente dormia — mas, naquela noite, estava mais vivo do que nunca. A ativação do protocolo V-12 havia transformado o departamento estratégico em uma zona de guerra silenciosa. Luzes acesas em cada mesa. Analistas andando de um lado para o outro. Setores isolados. A TI mergulhada em códigos frenéticos.
E no centro de tudo isso estava Damian Blackwell.
Mas, diferente de todos ali, ele não parecia focado no sistema.
Ele parecia focado em uma pessoa.
Elara.
Ela trabalhava diante do monitor, analisando dados recuperados em tempo real, os olhos cansados, as mãos trêmulas — e totalmente exposta. Era isso que atormentava Damian.
Ele observava tudo à distância, braços cruzados, expressão de aço, mas os olhos… os olhos entregavam o que ele não dizia.
Ele estava tenso.
Mais do que deveria estar.
Mais do que um CEO poderia estar.
— Você precisa ir para casa — Lucas disse baixo, aproximando-se do chefe. — São quase duas da manhã, Damian.
Damian nem desviou o