A manhã amanheceu pesada sobre a Blackwell Industries, como se as nuvens espessas que cobriam o céu ecoassem o clima interno da empresa. Depois de dias de silêncio desconfortável, o sumiço estratégico de Scarlett Vaughn e os rumores crescentes sobre suas intenções haviam mergulhado departamentos inteiros em um estado de alerta silencioso. As pessoas pisavam mais devagar, falavam mais baixo e observavam com mais atenção. Era como se todos pressentissem que algo estava por vir.
Para Elara Sterling, entretanto, a preocupação tinha outra textura. Aquilo não era medo; era estratégia. E, sobretudo, era responsabilidade. Ela sabia que a queda de Scarlett, por mais merecida que fosse, não significava seu fim. Apenas tornava a adversária mais perigosa.
E por isso, quando Lucas bateu à porta da sala dela com o cenho franzido e o olhar de quem trazia notícias que preferia não carregar, Elara já sabia que algo importante havia se desenrolado nos bastidores.
— O Conselho quer você lá em cima — dis