A semana seguinte à demissão de Scarlett Vaughn foi marcada por um silêncio estranho nos corredores da Blackwell Industries. Não era apenas a ausência dela — era o vazio deixado pela violência implícita de sua saída, pela promessa não dita, mas sentida, de que aquela história ainda estava longe de terminar.
Funcionários evitavam comentar diretamente, mas a tensão era quase palpável. Sussurros escapavam de mesas, elevadores e corredores; olhares rápidos eram trocados quando o nome de Scarlett surgia espontaneamente em alguma conversa abafada.
Elara Sterling, ainda celebrada pelo comitê pelo sucesso do Eclipse Verde, sentia aquele peso como um espectro caminhando atrás dela. Por mais que estivesse orgulhosa por ter provado sua competência, havia um desconforto profundo. Uma sensação de que algo tinha sido acionado — algo escuro, rancoroso e obsessivo.
Scarlett não era o tipo de mulher que aceitava derrota. Muito menos uma humilhação.
E todos sabiam disso.
Oficialmente, ela havia desapare