O tempo não apagou, mas suavizou as feridas.
Nos primeiros dias após o término, Elara viveu em uma espécie de neblina. As manhãs eram cinzentas, as noites, longas demais. Dormir parecia um luxo, comer, uma obrigação. Ellen, sua melhor amiga e companheira de apartamento, tentava distraí-la — preparava café, falava sobre séries novas, insistia em saírem —, mas a dor de Elara tinha raízes profundas, e arrancá-las não seria simples.
Durante semanas, ela evitou abrir as redes sociais, temendo qualq