O clima na Blackwell Industries havia mudado.
Não era algo visível como uma reforma ou perceptível como uma mudança brusca de políticas internas. Era sutil, quase intangível — mas presente. Um silêncio diferente nos corredores, olhares desconfiados entre funcionários, conversas interrompidas assim que Elara ou Damian se aproximavam.
O fantasma de Scarlett Vaughn pairava sobre o prédio.
E, embora Elara tentasse manter a postura profissional impecável, algo dentro dela sabia que aquilo era apenas o começo.
Na manhã seguinte, quando chegou à empresa, notou Lucas parado na recepção do andar executivo, com o tablet em mãos e uma expressão que oscilava entre preocupação e urgência.
— Bom dia, Elara. O senhor Blackwell pediu para você ir direto à sala de reuniões menor. Ele já está lá.
— O que aconteceu? — perguntou, sentindo o peso da pergunta.
Lucas hesitou.
— Acho melhor ele explicar.
Isso nunca era um bom sinal.
Elara seguiu pelo corredor. O som dos saltos ecoava no piso de mármore como