No final do meu expediente, pego minha bolsa, arrumo o cabelo com um gesto automático e me despeço de Helena com um sorriso cansado. O dia foi longo, e tudo o que quero agora é ir para casa e me perder no silêncio.
Mas, assim que alcanço a rua, o Honda Civic me chama atenção. Lá está ele, o senhorzinho que meu pai contratou para ser minha sombra. Espião, guardião ou simplesmente um lembrete constante de que meu pai não confia na minha independência.
Suspiro, já sentindo a exaustão crescer, mas