O amanhecer veio pesado.
O ar estava frio, úmido, carregado de algo que eu não sabia nomear — uma mistura de saudade, raiva e... necessidade.
Passei a noite sem dormir, cada pensamento girando em torno de um único nome: Augusto.
Ele tinha ido embora de novo.
Sem explicações, sem olhar pra trás, como se fugir de mim fosse o único modo de se manter vivo.
Mas o que ele não entendia era que, quanto mais se afastava, mais eu sentia.
Mais o cheiro dele grudava na minha pele, mais o coração disparava