Mundo ficciónIniciar sesiónO amanhecer ainda se arrastava pela floresta, mas o silêncio estava carregado de pressentimento. O cheiro de terra molhada se misturava ao perfume de Augusto, forte, amadeirado, dominador. Eu ainda podia sentir a tensão da noite anterior, o calor que percorria minha pele sempre que ele se aproximava.
— Hellena… — murmurou Augusto, a voz grave, quase um rosnado. — Não se afaste de mim agora.— Eu não vou — respondi, firme, mantendo meu olhar nos dele. — E não tenho intenção de fugir.Ele franziu a testa, avaliando-me como se estivesse surpreso pela minha coragem. Cada músculo dele estava tenso, os sentidos aguçados. E então, veio o cheiro. Um aroma selvagem, perigoso, familiar e ao mesmo tempo intrigante. Dante.— Ele se aproximou — avisou Augusto, os dentes cerrados. — Não está brincando.Eu inspirei fundo, sentindo o coração disparar, mas não recuei.— Então vamos recebê-lo de frente — murmurei, sentindo a determinação crescer dentro de mim.Augusto arqu






