Desde que Augusto voltou, a rotina na faculdade nunca mais foi a mesma.
Ele parecia caminhar por entre as pessoas como se carregasse um mistério nos ombros — um peso invisível que ninguém mais parecia notar, exceto eu.
Nos primeiros dias, eu tentei fingir que não via. Fingir que aquele olhar distraído, às vezes sombrio, não me prendia a atenção. Mas era impossível. Havia algo diferente nele. Algo que me deixava inquieta, como se cada gesto dele despertasse uma parte esquecida dentro de mim.
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