A névoa chegou primeiro. Não a mesma que dançava nas manhãs frias de Veridia, mas uma massa espessa, escura, pulsante, como se cada partícula carregasse dentro de si o grito abafado de mil agonias. Ela se arrastava como dedos invisíveis, penetrando frestas, janelas, respirando junto às paredes e sufocando qualquer cheiro que não fosse medo.
O vilarejo de Ravner estava silencioso — mais silencioso do que deveria. Nem os cães latiam. Nem os grilos ousavam cantar.
Então vieram os sons.
Estalos sec