Ela encontrou abrigo em um antigo moinho abandonado no alto da vila, onde a vista alcançava o horizonte de Verídia. A torre de pedra tinha buracos no teto e cheiro de ferrugem, mas oferecia o que ela precisava: tempo. E sombra. Por enquanto.
O moinho ficava afastado do centro de Oríntia, quase esquecido entre colinas e estradas de terra. As paredes estavam tomadas por musgo, e as engrenagens enferrujadas rangiam ao menor sopro de vento. Mas para Evelin, aquilo era quase um santuário. Dormia sob