A chuva castigava os vidros do prédio, e o vento cortante fazia os galhos das árvores vergarem, como se a própria natureza pressentisse a tragédia. Dentro da sede, tudo corria normalmente — reuniões, telefonemas, o som dos teclados, passos apressados. Até que o mundo simplesmente parou.
O recepcionista entrou aos tropeços, pálido como cera, os olhos arregalados, a respiração curta e acelerada. A voz falhou nas primeiras tentativas, até que ele conseguiu soltar:
— Gente... na rádio... acabou de