O carro deslizava pelas ruas geladas de Moscou. A cidade parecia silenciosa, envolta em um véu pálido de inverno, e dentro do carro só se ouvia o som suave do motor e da respiração contida dos dois.
Amanda mantinha as mãos firmes no volante, mas seus olhos traíam a tensão que carregava. João a observava de lado, sem disfarçar.
— Você não disse nada desde que entrou — ele comentou, quebrando o silêncio.
— Não tenho o que dizer. Estava esperando você falar — respondeu ela, sem olhar diretamente p