Sofia estava no apartamento de Henri, mas não se sentia mais ali. Seu corpo estava presente, sua pele ainda carregava os rastros da última hora, mas sua alma havia partido há muito tempo.
Henri vestia a camisa devagar, como se o mundo girasse no ritmo que ele decidisse. Aproximou-se com a mesma arrogância habitual e falou, com o sorriso torto que ela aprendera a detestar:
— Te espero aqui domingo à noite.
Sofia virou o rosto, buscando algum pretexto para fugir daquelas palavras.
— Não posso, He