Liandra dirigia sem destino.
O asfalto passava sob o carro como um borrão cinza, enquanto o peito dela ardia com uma dor tão abrupta que parecia antiga… profunda… inevitável.
Ela não tinha plano.
Não tinha direção.
Tinha apenas o impulso de fugir, escapar do que estava quebrando tudo por dentro.
O envelope havia ficado na casa.
Fechado.
Intocado.
Mas a imagem dele, branca, limpa, com o nome Caroline Hartmann, queimava como se estivesse colada ao coração dela.
Um exame de labor