O hangar estava quase deserto.
O vento frio cortava o silêncio, e o eco dos passos de Felipe soava como uma marcha solitária.
O jato já o aguardava, motores prontos, luzes acesas.
Mas antes que ele subisse a escada metálica, André o alcançou.
— Alfa… — chamou, sem elevar a voz. — Sabe o que isso significa, não é?
Felipe parou, o olhar fixo no horizonte.
A lua refletia nas asas da aeronave, e o ar parecia vibrar entre eles.
— Sei. — respondeu, simples. — Estou arriscando tudo.
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