A madrugada em Phoenix parecia suspensa no tempo.
O vento que vinha pelas frestas da janela trazia o cheiro distante da chuva, misturado ao som abafado da cidade adormecida.
Alice estava encolhida em sua cama, o corpo suando frio apesar do calor.
Tinha febre.
Ou era o que parecia.
O corpo ardia, a pele sensível ao toque do ar.
Mas o que realmente queimava era o peito, uma dor funda, impossível de localizar, que pulsava entre o coração e a alma.
Desde o momento em que voltara de Chicago,