Rafael chegou à casa em menos tempo do que seria razoável.
Não correu.
Não acelerou de forma imprudente.
Mas dirigiu como alguém que não aceitava perder um único segundo.
O portão abriu, e ele estacionou com precisão nervosa.
Ao descer do carro, nem esperou o motor desligar por completo.
Seguiu direto pela varanda, passos longos, respiração contida.
O coração estava firme…
mas o lobo, não.
O lobo dele se agitava, inquieto, protetor, pronto para qualquer desfecho.
Ele abriu a