Rafael entrou no quarto devagar.
O exame ainda estava na mão dele, o papel dobrado, com o nome Caroline estampado no canto, parecendo mais pesado do que qualquer metal que já carregara.
Liandra estava deitada de lado, de costas para a porta, encarando a janela.
Não chorava alto.
Mas havia traços secos no rosto, e o peito dela tremia no mesmo ritmo que o vínculo puxava o dele, dolorido, sufocado.
Rafael se aproximou sem fazer barulho.
Sentou-se ao lado dela.
Sem pedir nada.
Sem exigir n