A porta se abriu sem pressa.
Caroline virou o rosto na direção do som antes mesmo de ver quem entrava. O movimento foi lento, calculado para parecer efeito do cansaço, não ansiedade.
Rafael.
Ele entrou como sempre fazia: postura reta, passos silenciosos, expressão ilegível. Não havia urgência em seus gestos, nem preocupação exagerada. Isso, para ela, era um bom sinal.
Se algo estivesse errado, ele não estaria assim.
— Oi… — ela disse primeiro, a voz baixa, levemente rouca. — Não ouvi você