Rafael estacionou diante da casa de Caroline às 07h03.
O sol ainda não tinha força para aquecer a manhã, mas o ar ao redor dele queimava de outro jeito, fúria silenciosa, contida, prestes a romper.
Dois guardas o cumprimentaram com um aceno.
— Alfa, conforme ordenou: ela tentou sair às seis.
— E? — Rafael perguntou, sem parar de andar.
— Não deixamos. Ela continua dentro da casa.
Rafael apenas assentiu.
E entrou.
A casa estava impecável. Arrumada demais. Perfeita demais.
Como se a sime