O quarto estava silencioso, envolto na penumbra suave da manhã que começava a nascer. Cortinas pesadas mantinham a luz do mundo afastada, como se o tempo ali dentro fluísse em outra cadência. Mais lenta, mais densa.
Dmitry não dormia.
Ou, ao menos, seu corpo repousava, mas seus sentidos permaneciam aguçados, atentos, fundidos ao instinto primal que rugia dentro dele com o nome de um só ser: Susan.
E então ele sentiu a mudança.
Não veio com som, nem com cheiro. Mas com uma vibração quase imperce