Carla ainda estava deitada abraçada a ele, os dedos desenhando preguiçosamente linhas invisíveis em sua clavícula. Alexei mantinha um braço sob ela, o outro apoiado na nuca, mas seus olhos estavam distantes… Não em pensamento, mas em percepção.
Dentro dele, o Lycan não dormia. Ele ronronava. Não como um gato satisfeito, mas como um lobo que finalmente voltara para a caverna quente depois da guerra.
“Ela ficou. A gente sabia. Sempre soube. O cheiro dela pertence à nossa pele. Ao espírito. Ao ninho.”
Alexei sorriu, os olhos fechados, puxando Carla para mais perto, o nariz perdido nos cabelos dela.
— Você tá tão quieto. — Ela murmurou. — Isso me assusta um pouco.
— Tô só tentando convencer meu Lycan a parar de girar em círculos feito um idiota feliz. — Ele riu, baixo. — Ele acha que a gente acabou de ganhar a guerra.
“Porque ganhamos, seu idiota. Ela voltou. Ela deitou aqui. Ela abriu o corpo. Deu o coração. Isso é território marcado. Isso é eternidade.”
Carla ergueu o rosto, os olhos di