A luz suave das tochas mágicas ondulava pelas paredes da ala de proteção. Lá dentro, o cheiro de lavanda e terra úmida ainda pairava no ar, misturado ao calor deixado pelos círculos de proteção desenhados no chão com sangue, pó de lua e ervas encantadas.
Sasha empurrou devagar a porta entreaberta, sentindo um arrepio estranho ao atravessar o limiar mágico. Não era medo, era reverência.
Ela estava lá.
Lyra. Sua fada.
Dormia sobre um amontoado de mantos finos, os cabelos loiros bagunçados sobre o ombro, as mãos manchadas de azul escuro, resquícios do último feitiço que fizera para proteger Susan. Seus olhos cerrados ainda se mexiam, e os lábios delicados murmuravam algo incompreensível, como se sonhasse com os próprios feitiços.
Sasha caminhou até ela em silêncio. Seus passos eram pesados, o corpo inteiro doía. As garras tinham sumido, mas os cortes ainda marcavam o peito, os braços, o pescoço.
Ele parou ao lado dela, ajoelhando-se com esforço.
— Você se esgotou por completo. — Murmurou