O apartamento estava escuro, exceto pela luz mortiça que vinha da rua. Sasha largou a jaqueta sobre a cadeira, o corpo ainda tenso. Passou direto pela sala, foi até o bar, pegou a garrafa de vidro fosco com o líquido âmbar mais forte que tinha. Um uísque russo que ardia até a alma.
Despejou no copo sem medir. Bebeu como se fosse água. Sentiu o líquido queimar a garganta, mas não disse nada. Era melhor do que o que queimava por dentro.
A fera dentro dele se remexeu. Um rosnado seco ecoou em sua