A noite se estendia profunda e silenciosa, fria o suficiente para que cada sombra parecesse ter peso próprio. O céu estava encoberto, sem lua à vista, e a chuva fina tamborilava contra os telhados da mansão, espalhando reflexos difusos pelos vidros.
O vento agitava as árvores ao redor, fazendo os galhos se contorcerem como mãos invisíveis tentando tocar a escuridão. Cada som da noite parecia amplificado o farfalhar das folhas, o tilintar da água nas calhas, o sussurro distante do mundo acorda