Enquanto era conduzida para fora, Mia observou o entorno, tomando nota do mundo que Lyana habitava: a cidade de Ashborne era um labirinto de concreto, pedra e fumaça. Não havia o abraço do mar ou a vitalidade da floresta tropical da Blackwolf, apenas o cinzento urbano que espelhava a vida gélida que ela estava prestes a enfrentar.
Apesar da dor, o instinto da Luna Sigma prevaleceu. Mia se concentrou, transformando-se na espiã perfeita.
Ao passar pelos poucos funcionários e enfermeiros do hospital, Mia notou o gesto. Quando Kiara passava, as pessoas abaixavam a cabeça, mas não era um simples aceno de respeito. Era um movimento específico, a cabeça inclinada para o lado, quase de lado, numa reverência profunda.
Mia sentiu um arrepio. Aquele gesto, ela sabia, era uma marca de submissão absoluta, reservada apenas para ela e Bryan o Rei e a Rainha do mundo lupino. Ver Kiara (e, por extensão, Azura) recebendo aquela deferência usurpada em nome da família Thorne, preencheu Mia com uma