A noite caiu como todas as noites naquele inferno que chamávamos de fortaleza. Silêncio pesado, corredores escuros e o eco dos meus próprios passos me lembrando que tudo ali me pertencia. Mas havia algo diferente no ar — uma inquietação, como se a rotina, por mais sufocante que fosse, pudesse ser quebrada a qualquer instante.
Léo estava lá, como sempre, cumprindo suas tarefas. Trabalhava até a exaustão sem reclamar, e isso me intrigava. Carregava fardos em silêncio, como se o peso fosse menor