(Luna narrando)
A escuridão ainda vibrava nos corredores quando o inferno rasgou meu sono. Gritos cortavam a noite; tiros, o choque de metal; corpos tombando por toda parte. Levantei assustada e corri sem pensar, guiada por vultos e pelo som da violência que consumia nossa fortaleza. O peito doía de medo e adrenalina; tudo ao redor movia-se em câmera lenta e, ao mesmo tempo, num avanço alucinado.
Eu não sabia atirar. Nunca quis saber. Mas, no meio do caos, um dos garotos me empurrou uma arma