“Às vezes os mocinhos entram pela porta errada.” — Anotação de Joana.
O interfone parou de tocar. O silêncio que ficou tinha um peso — daqueles que parecem empurrar o ar pra fora da sala.
Ninguém se levantou. Ninguém respirou diferente. Mas algo mudou.
Rafael olhava da janela para a porta, de forma periférica, como quem calcula a trajetória de uma bala sem mexer a cabeça. Foi tempo suficiente pra eu perceber que ele estava mapeando saídas que eu não via.
Quando voltou a me olhar, tinha algo di