"Há espelhos que não refletem o rosto, mas a ruína silenciosa de quem sempre fingiu ser inteira. E, no fundo da imagem perfeita, mora a sombra de tudo o que está prestes a desmoronar." — Do diário de D.
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O silêncio no quarto de Victoria era pesado, como uma névoa densa que se espalhava pelos cantos, dificultando a respiração. As paredes, que um dia a acolheram com familiaridade, agora pareciam conspirar contra ela, fechando-se lentamente, como se fossem cúmplices de um segredo que ela se rec