“A diferença entre vítima e algoz às vezes cabe numa cápsula dissolvida em vinho.” — Anotação de R.
[...]
As mãos dele começaram a explorar meu corpo.
Não havia ternura nisso.
Havia urgência química. Necessidade primitiva que a droga despertou e amplificou em algo quase animal.
Dedos pressionando com avidez. Apertando. Mapeando meu corpo como território a ser conquistado, não pessoa a ser tocada.
Aquilo me deixava profundamente desconfortável.
Não. Pior que desconfortável.
Me deixava nua de um