"O corpo lembra o que a mente tenta esquecer." — (Anotação de R.)
[... continuando flashbacks e narrativas de Guilherme, no presente]
Quando os meus dedos encostaram no plástico, o mundo mudou de textura.
A pulseira era fria. Mais fria do que a caixinha de metal que a guardava. Como se o tempo tivesse congelado ali dentro, preservando não só o plástico, mas o frio do berçário, o frio da ausência, o frio de um corpo pequeno demais para se aquecer sozinho.
Passei o polegar pela superfície. Senti