Melinda
O hospital tem aquele cheiro frio e limpo que parece se prender na pele. As luzes brancas me ofuscam um pouco, mas, pela primeira vez em dias, sinto algo diferente da dor e do medo. É alívio.
A médica sai da sala de cirurgia, ainda com a touca azul e a máscara pendurada no pescoço, e caminha na minha direção com um sorriso discreto, profissional, mas que carrega humanidade o suficiente para me fazer respirar de novo.
— A cirurgia terminou, Melinda — diz ela, consultando a prancheta