Melinda
O cheiro metálico do sangue que gruda no ar é do homem que tentou destruir a minha vida. Ele impregna minhas narinas, pesado, sufocante, se misturando ao gosto amargo do medo preso na minha garganta. Minha respiração ainda é um tropeço desajeitado, curta demais, rápida demais, como se meus pulmões tivessem esquecido o ritmo certo de funcionar. As mãos dele, grossas e trêmulas, brilham sob a luz fria do corredor, manchadas de vermelho. Damon me encara como se esperasse alguma palavra mág