Damon
O volante range sob minhas mãos. O trânsito está completamente parado, um mar de luzes vermelhas refletindo no para-brisa, e tudo o que consigo pensar é que devia ter saído mais cedo. O rádio está desligado, o silêncio do carro só é quebrado pelo som distante das buzinas.
Meu celular vibra no painel e o nome de Ernesto pisca na tela. Suspiro e atendo.
— Onde diabos você tá, cara? — A voz dele vem alta, misturada com barulho de gente falando atrás.
— Preso no trânsito — respondo, esf