Melinda
— Meu Deus — murmuro, indo até ele antes mesmo de pensar. — O que aconteceu com as suas mãos?
Ele ergue o olhar devagar, e o que encontro ali me desarma. Há raiva, mas também cansaço, e um tipo de dor que ele não diz, só que pulsa.
— Nada de mais — responde, seco, desviando o olhar.
Eu seguro suas mãos mesmo assim, grandes, quentes e pesadas nas minhas. Passo o polegar com cuidado sobre um dos machucados e o vejo cerrar a mandíbula, como se o toque o incomodasse, e não pela dor, mas