ANNY DE FILIPPI
Eu não tinha sono.
Virei-me na cama pela décima vez. Paolo tinha passado pela casa mais cedo, mas eu não o vi. Suponho que tivesse algum trabalho com Lucien…
Desci à cozinha por um pouco de leite ou algo que me ajudasse a dormir e então ouvi a voz dele.
— Foi grave? — perguntou Lucien.
— Não, a bala não entrou, mas o corte foi profundo. Silvano teve sorte. A bala só o raspou.
Não ouvi mais nada.
Meu coração parou.
Silvano? Ferido? Uma bala?
Não pensei. Não perguntei. Apenas me v