AMELIA
Cheguei ao meu apartamento com as bochechas ainda vermelhas e o coração correndo uma maratona dentro do peito.
Foi difícil abrir a porta porque minhas mãos tremiam. Assim que entrei, soltei um longo suspiro, daqueles que saem quando você sente que está vivendo algo maior que você.
— Quem te trouxe?
Congelei.
Meu irmão estava encostado na parede da janela, com os braços cruzados e aquela sobrancelha levantada que ele só usava quando ia interrogar alguém.
— Então? Quem era?
Engoli em seco