~Na voz de Clara~
Acordei no meio da madrugada com o som distante das ondas quebrando lá fora. A mansão estava mergulhada em um silêncio profundo.
Senti sede. Ao olhar para o criado-mudo, vi que a garrafa de água que dona Eugênia sempre deixava estava vazia. Levantei-me com cuidado, para não acordar Lorenzo, que dormia profundamente ao meu lado.
Abri a porta do quarto em silêncio e desci as escadas segurando a garrafa de vidro. A casa estava meio às escuras, iluminada apenas por alguns fachos d