Pela manhã acordamos juntos, com o cantar do galo ecoando ao longe e o cheiro de terra molhada ainda adormecido no ar. O dia nascia lindo, banhado por uma luz dourada que entrava pelas frestas da janela, iluminando o rosto de Clara. Ela sorriu, preguiçosa, enquanto eu afastava uma mecha do seu cabelo. Lá fora, a vida começava cedo, e dentro de mim havia uma paz que há muito tempo eu não sentia.
O aroma de café fresco se espalhava pela casa quando fomos até a cozinha. Dona Irene já estava de ave