~ Na voz de Clara ~
Saí do hotel desesperada.
Meu peito ardia, pesado, como se o ar tivesse deixado de entrar.
Bianchi.
O sobrenome ecoava na minha cabeça, repetidas vezes, como um lembrete cruel do engano que vivi.
O dono da loja onde eu trabalhava.
O homem que me olhava nos olhos e dizia meu nome como se fosse algo raro, precioso.
O mesmo que nunca se deu ao trabalho de se apresentar de verdade.
E agora, aquela mulher gritando na porta, bêbada, dizendo que ele a havia usado…
No táxi,