O ar da noite estava pesado, mas era o único que eu conseguia respirar. A varanda estava silenciosa, iluminada pelas luzes fracas da festa ao fundo. O vestido pesava no meu corpo junto com tudo o que eu sentia. Era muita coisa. Medo, raiva, alívio, exaustão. Mas acima de tudo, era dor.
Ouvi os passos antes mesmo de vê-lo.
— Sabia que você estaria aqui. — disse meu pai, parando atrás de mim.
Fechei os olhos por um segundo. Não queria brigar, não ali, não agora. Mas Carlo nunca soube esperar o