Observo a médica dar pontos no ferimento na coxa de Angeline. Seus olhos estão fechados, a respiração lenta e tranquila. Assim, adormecida, ela parece frágil, quase inocente, como se a dor tivesse lhe dado um descanso forçado.
A médica me passa as instruções de cuidado. Faço um gesto para que saia, sem dar muita atenção. Quando a porta se fecha, fico ali, apenas observando Angeline. Há algo nela que me desestabiliza de uma maneira que me irrita. Sem pensar, toco levemente seus lábios.
O que ess