A casa estava silenciosa. Pela primeira vez em semanas, não era um silêncio tenso, cheio de espera e medo, mas sim um sossego doce, daqueles que abraçam a gente por dentro. A lareira crepitava suavemente na sala, lançando sombras quentes nas paredes. Giulia dormia no quarto ao lado, respirando fundo, tranquila, envolta no cobertor que Maria tricotara nas últimas semanas.
Era como se o mundo, por um instante, estivesse nos permitindo respirar.
Miguel apareceu vindo da cozinha, com uma garrafa de