A cafeteria do hospital parecia viver em outro fuso horário. O relógio acima da máquina de café marcava 9h23, mas dentro de mim os dias pareciam se misturar. Perdi a conta de quantas vezes havia entrado ali naquela semana, sempre entre um exame e outro, entre uma crise de ansiedade e um sorriso de Giulia que me mantinha de pé.
Pedi um cappuccino e uma torrada com queijo, embora nem tivesse certeza de que conseguiria comer. Peguei a bandeja e me sentei em uma mesa de canto, longe do entra e sai