O som da chuva ainda batia nas janelas quando cheguei à cobertura. A casa estava estranhamente silenciosa.
Chamei por Lourdes, mas logo me lembrei de que era o dia de folga dela. Tirei os sapatos no hall e subi as escadas devagar, sentindo o ar pesado de um fim de tarde frio. Foi quando notei a porta do escritório entreaberta e a luz acesa.
Dei dois passos hesitantes e o vi ali — caído no chão, encostado à mesa, com algumas garrafas abertas ao redor. O coração disparou.
— Rodolfo! — corri até e