A manhã já tinha começado em chamas. Eu mal havia tomado o café direito e já estava trancado há quase duas horas em uma reunião que parecia não ter fim. A sala de conferências estava quente, o ar-condicionado lutava para dar conta e a tensão era quase palpável.
De um lado da mesa, o representante do cliente falava alto, exaltado, batendo os dedos contra o tampo como se quisesse deixar cada palavra marcada. Do outro, meu sócio — e melhor amigo — tentava manter a calma, explicando, ponto por pont