A luz quente e dourada do final da tarde em Madrid banhava a nossa sala de estar, criando um reflexo dançante no chão de madeira clara. Respirei fundo, deixando o aroma reconfortante da paella que o meu pai insistira em preparar se misturar ao doce das flores que a Isa trouxera. Ainda me custava acreditar, às vezes, que aquela era a minha vida. A nossa vida.
Fiquei parada na porta da varanda, com uma xícara de chá morna entre as mãos, e simplesmente observei. Meu coração se encheu de uma paz tã